Uma coisa que sinto falta, e que caiu a ficha só agora, é que na faculdade de psicologia, a gente não aprende a analisar de forma científica a linguagem não verbal. Na facul, a gente aprende a analisar o discurso, o que a pessoa fala, e de forma bem superficial, como fala (tipo, se demonstra de forma evidente tristeza, ansiedade, e outras emoções). A gente foca tanto no conteúdo, e aprende trocentas formas de entender esse conteúdo de forma embasada(pois existem trocentas linhas teóricas) e, no que se refere a linguagem corporal e expressões faciais, não aprende praticamente nada. Dizer que ela chorou quando falou sobre a infância, por exemplo, é dizer algo absurdamente óbvio, que qualquer pessoa percebe, e é isso o que a gente aprende. Comecei a ver a importância da linguagem não verbal quando fui ler um livro bem conhecido, O Corpo Fala (livro que, por sinal, achei muito ruim, mas pelo menos me fez pensar um bocado sobre o comportamento corporal). Neste livro, tem um trecho que fala que a maior parte da comunicação ocorre de forma não verbal, e isso é verdade, e foi aí que caiu a ficha, do quanto de informação eu negligenciava em um contato. Tem muitos sinais sutis que a gente não aprendeu a entender, um entendimento embasado em pesquisa e empirismo, e não feito de qualquer jeito, nos achismos que nós psicólogos às vezes usamos para explicar algo que não sabemos, pois parece que admitir que não tem uma resposta é um golpe no ego, sei lá. Lembro de uma amiga que, quando perguntaram sobre o porquê de gêmeos falarem as vezes que um sentiu o que o outro sentiu em um mesmo tempo, sendo que estavam em lugares diferentes, ela respondeu que Jung chama isso de insconsciente coletivo, e que era uma comunicação que temos, e outras coisas nada a ver, só porque não teve um pingo de humildade e dizer: eu não sei. Vamos ser humildes gente, psicologia é ciência, e não achismo da vida (momento desabafo)...
Continuando, o livro que citei, embora eu não tenha aproveitado informação nenhuma (admito que nem li todo pq só falava coisa nada a ver, com uma explicação que não convencia) me fez pensar sobre como é a linguagem corporal de quem está em um processo de introversão (fechamento de contato) ou extroversão (abertura de contato), sendo que essa introversão ou extroversão se manifesta em relação aos órgãos dos sentidos. Por exemplo, em relação à visão, dá pra entender o porquê de, quando estamos lembrando de um fato, geralmente desviamos o olhar para o chão ou para os lados (olhamos para o chão ou os lados pois queremos inibir os estímulos visuais e focar na memória visual), ou desviamos o olhar sobre algo que não queremos ver (quando está se aproximando alguém inconveniente). Outro exemplo é porque encolhemos o corpo,por exemplo,pessoas tímidas andam curvadas porque não querem interagir com o meio externo (introversão tátil ao meio externo); pessoas confiantes andam com peito estufado (demonstrando extroversão tátil, ou seja, vontade de interagir com o ambiente)e olham para frente (extroversão visual).
Depois, nem lembro como, acabei chegando no trabalho de um psicólogo americano, Paul Ekman, que fez muitos estudos sobre expressões faciais. Nele, por sinal, é quem se basearam para fazer o seriado Lie To Me, onde ensinam muita coisa, bem interessante!! Ainda não li os livros, vou comprar um dele que acabou de ter sua versão em português lançada (antes só tinha em inglês), mas já vi dois programas que ele lançou para treinar as pessoas para reconhecerem as expressões faciais e as emoções, e achei fantástico!!!! É por causa desses programas dele que me empolguei para escrever hj, sobre esse tema. Pessoal, baixem o programa, é muito legal. ele tem 3 programas: METT (micro expression training tools), SETT (subtle expression training tools) e o Facial action code system (FACS). Entrem na comunidade Paul Ekman que vcs descobrem como rodar esses programas. Super recomendados!!!
No programa, ele mostra imagens de pessoas e pede para vc identificar as emoções. essas imagens são passadas em frações de segundo. Tem todo um treinamento no programa, ele explica bem básico as contrações dos musculos em cada emoção. Mais uma vez, recomendo!!
sábado, 26 de março de 2011
sexta-feira, 11 de março de 2011
Programação neurolinguistica
Comecei a ler neste fim de semana que passou um livro sobre PNL, de Steve Andreas. Ainda estou no começo do livro, e achei fantástica a proposta dele. De acordo com o livro, a pnl foi desenvolvida com o objetivo de buscar uma maior eficácia nas intervenções psicológicas, de buscar modificações rápidas do comportamento humano. Ele sugere que a gente aprenda a mudar os pensamentos que desencadeiam a sucessão de sentimentos e comportamentos pois, como nós agimos baseado no que pensamos das coisas, se mudarmos nossa forma de pensar, mudamos nossa forma de sentir e agir. Ele basicamente, no começo do livro, fala de 4 formas de lidar com a situação de ansiedade: Buscar pensar no que pode ser feito para superar isso; buscar focar nas oportunidades que podem ocorrer com a situação (ou seja, pensar nas coisas boas); buscar se distanciar afetivamente; e buscar , antes de encarar a situação, associar o contexto de ansiedade com algum sentimento positivo.
O que achei legal desse livro é que, pensando pela teoria de Bandura (teoria da aprendizagem social), o que esse livro de pnl fala, pelo menos no começo, faz todo o sentido, dá para ser muito bem embasado pelo pensamento de Bandura. Bandura fala que a ansiedade surge por envolver 2 percepções: perceber que a situação é ou será ameaçadora (expectativa de resultado), e perceber que não tem capacidade para lidar com ela (expectativa de auto-eficácia). Por exemplo, se eu achar que meu pai vai brigar comigo, e se eu perceber que eu não vou saber como lidar com ele, falar com ele, surge ansiedade em sua forma mais intensa. Se ele vier brigar comigo, mas me sinto confiante, pq sei como reagir, ou se eu for inseguro e não saber reagir em situações de conflito, mas sei que meu pai é tranquilo e não vai brigar comigo, então a ansiedade não toma maiores proporções. Pensando sobre Bandura, e unindo com Piaget, que fala sobre o desenvolvimento cognitivo da criança, penso que, de início, a criança só consegue visualizar sobre se uma situação é potencialmente ameaçadora ou não; depois que ela atinge o estágio operatório concreto, onde ela tem capacidade para pensar de forma mais ampla, de planejar suas ações, é que o fator de expectativa de auto-eficácia entra em jogo, e aí ficam os 2 fatores influenciando sobre se sinto maior ansiedade ou não.
Enfim, o que achei legal da pnl é que, já que esses 2 fatores são decisivos para se sinto ansiedade ou não, uma forma mais rápidade intervenção seria, ou mostrar para a pessoa o que ela pode fazer para ter capacidade de lidar com a situação (uma forma de "treinar" a pessoa para aprender a lidar da melhor forma para ela) ou tirar o foco da ameaça para focar na oportunidade, para focar em uma coisa boa que pode acontecer com aquela situação. O outro método, de distanciar da situação, tem a ver com remover o pensamento que gera os sentimentos e comportamentos de ansiedade, pois, se não penso, não sinto nem ajo. A meditação, por exemplo, traz uma proposta de vida pacífica, tranquila, justamente por aprender a desligar esses pensamentos. Já o último método, de associar a situação com sentimentos bons, tem embasamento, a meu ver, em técnicas comportamentais de dessensibilização, ou contra-condicionamento.
Nessa proposta da pnl, o bacana é que dá uma orientação para uma intervenção de curtíssimo prazo. Em um contexto de psicoterapia, lógico que é necessário um aprofundamento maior em algumas questões, mas, por exemplo, em um contato para resolução de problemas, uma orientação, essa abordagem pode ser bem útil, pois dá uma objetividade para intervenção. Esse livro me fez entender a teoria de Bandura de um jeito que não tinha pensado antes.
O que achei legal desse livro é que, pensando pela teoria de Bandura (teoria da aprendizagem social), o que esse livro de pnl fala, pelo menos no começo, faz todo o sentido, dá para ser muito bem embasado pelo pensamento de Bandura. Bandura fala que a ansiedade surge por envolver 2 percepções: perceber que a situação é ou será ameaçadora (expectativa de resultado), e perceber que não tem capacidade para lidar com ela (expectativa de auto-eficácia). Por exemplo, se eu achar que meu pai vai brigar comigo, e se eu perceber que eu não vou saber como lidar com ele, falar com ele, surge ansiedade em sua forma mais intensa. Se ele vier brigar comigo, mas me sinto confiante, pq sei como reagir, ou se eu for inseguro e não saber reagir em situações de conflito, mas sei que meu pai é tranquilo e não vai brigar comigo, então a ansiedade não toma maiores proporções. Pensando sobre Bandura, e unindo com Piaget, que fala sobre o desenvolvimento cognitivo da criança, penso que, de início, a criança só consegue visualizar sobre se uma situação é potencialmente ameaçadora ou não; depois que ela atinge o estágio operatório concreto, onde ela tem capacidade para pensar de forma mais ampla, de planejar suas ações, é que o fator de expectativa de auto-eficácia entra em jogo, e aí ficam os 2 fatores influenciando sobre se sinto maior ansiedade ou não.
Enfim, o que achei legal da pnl é que, já que esses 2 fatores são decisivos para se sinto ansiedade ou não, uma forma mais rápidade intervenção seria, ou mostrar para a pessoa o que ela pode fazer para ter capacidade de lidar com a situação (uma forma de "treinar" a pessoa para aprender a lidar da melhor forma para ela) ou tirar o foco da ameaça para focar na oportunidade, para focar em uma coisa boa que pode acontecer com aquela situação. O outro método, de distanciar da situação, tem a ver com remover o pensamento que gera os sentimentos e comportamentos de ansiedade, pois, se não penso, não sinto nem ajo. A meditação, por exemplo, traz uma proposta de vida pacífica, tranquila, justamente por aprender a desligar esses pensamentos. Já o último método, de associar a situação com sentimentos bons, tem embasamento, a meu ver, em técnicas comportamentais de dessensibilização, ou contra-condicionamento.
Nessa proposta da pnl, o bacana é que dá uma orientação para uma intervenção de curtíssimo prazo. Em um contexto de psicoterapia, lógico que é necessário um aprofundamento maior em algumas questões, mas, por exemplo, em um contato para resolução de problemas, uma orientação, essa abordagem pode ser bem útil, pois dá uma objetividade para intervenção. Esse livro me fez entender a teoria de Bandura de um jeito que não tinha pensado antes.
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Teoria motivacional de Maslow
Aqui vai um texto bem curto, pq ando com preguiça de digitar aqui. No curso de psicologia, todo mundo já ouviu ou vai ouvir falar da pirâmide de Maslow, e sua hierarquia das necessidades: necessidades fisiológicas em primeiro plano, depois vem a necessidade de segurança, socialização, criação-doação, e por final, no topo da pirâmide, a necessidade de auto-realização. Maslow explica cada uma dessas necessidades, e que as que ficam na parte inferior da pirâmide têm uma primazia, uma dominância da necessidade, em relação à que fica acima. Por exemplo: necessidade fisiológica (fome, sede, etc) tem maior força que todas as outras; a de segurança, tem maior força sobre a de socialização, criação-doação e auto-realização, e assim por diante. Isso não é nenhuma novidade o que acabei de colocar.
Tem um autor, acho q é Alderfer, que não pensa nessas necessidades em forma de pirâmida, e sim que, aquela necessidade que tem maior força, no determinado momento, é que vence enquanto prioridade. Por exemplo, para Maslow, fome e sede sempre venceriam as demais necessidades, ou seja, fome sempre estaria na frente da necessidade de sozialização, por exemplo. Para o outro autor, não necessariamente, pois depende da força daquelas necessidades em questão. Isso explica, por exemplo, o fenômeno da anorexia, pois a pessoa, mesmo sentindo fome, não cede a essa necessidade de alimento, preferindo satisfazer a necessidade de sozialização; uma greve de fome, por exemplo, pode sacrificar a necessidade fisiológica pela de segurança, ou criação-doação...
A minha idéia particular, que acrescento a essa teoria, é a compreensão que os afetos são de 2 características: ou são prazerozos, ou desprazerosos. Somando essa informação nas necessidades descritas por Maslow, penso que:
Buscar satisfazer as necessidades fisiológicas = buscar evitar um desprazer imediato
" " " de segurança = busca evitar um desprazer possível, futuro
" " " de socialização = buscar, ou evitar um desprazer futuro (ser alvo de depreciação, escárnio) ou buscar um prazer futuro (novas amizades)
Buscar satisfazer necessidade de criação-doação = buscar um prazer futuro (por exemplo, estudar para passar num concurso, ou trabalhar para ser promovido)
Buscar a auto-realização = Buscar um prazer imediato (rir com os amigos, praticar um hobbie).
Tem um autor, acho q é Alderfer, que não pensa nessas necessidades em forma de pirâmida, e sim que, aquela necessidade que tem maior força, no determinado momento, é que vence enquanto prioridade. Por exemplo, para Maslow, fome e sede sempre venceriam as demais necessidades, ou seja, fome sempre estaria na frente da necessidade de sozialização, por exemplo. Para o outro autor, não necessariamente, pois depende da força daquelas necessidades em questão. Isso explica, por exemplo, o fenômeno da anorexia, pois a pessoa, mesmo sentindo fome, não cede a essa necessidade de alimento, preferindo satisfazer a necessidade de sozialização; uma greve de fome, por exemplo, pode sacrificar a necessidade fisiológica pela de segurança, ou criação-doação...
A minha idéia particular, que acrescento a essa teoria, é a compreensão que os afetos são de 2 características: ou são prazerozos, ou desprazerosos. Somando essa informação nas necessidades descritas por Maslow, penso que:
Buscar satisfazer as necessidades fisiológicas = buscar evitar um desprazer imediato
" " " de segurança = busca evitar um desprazer possível, futuro
" " " de socialização = buscar, ou evitar um desprazer futuro (ser alvo de depreciação, escárnio) ou buscar um prazer futuro (novas amizades)
Buscar satisfazer necessidade de criação-doação = buscar um prazer futuro (por exemplo, estudar para passar num concurso, ou trabalhar para ser promovido)
Buscar a auto-realização = Buscar um prazer imediato (rir com os amigos, praticar um hobbie).
domingo, 12 de dezembro de 2010
Relacionamentos
Sempre que converso sobre relacionamentos com uns amigos meus, lembro-me de um conceito de um autor q li a muitos anos atrás. Nunca li nada depois sobre esse tema, acho q porque a concepção do autor me satisfez, e sempre uso o modelo dele para pensar sobre isso. Ontem, conversando sobre namoros com um pessoal, mais uma vez esse autor me veio a mente, e como tem tempo que não posto nada, vou aproveitar p compartilhar o que penso sobre.
Lendo um livro de psicologia social, de David Myers, a muitos anos atrás, lembro q ele menciona um autor, Sternberg, e a sua teoria triangular do amor. Ele fala que existem 3 elementos (paixão, intimidade e afeto) e que estes 3 elementos se combinam de diversar formas, formando varios tipos de amor. Por exemplo, quando há intimidade e afeto, existiria o amor de companheirismo, de amigo; quando há paixão e afeto, haveria o amor platônico; paixão e intimidade, amor romantico; e os 3 juntos, o amor ideal.
Pensando nos 3 elementos, acho q a intimidade se relaciona com o fato da pessoa ser verdadeira ou não com a outra, de se permitir entrar em contato sem bloqueios, ou com o minimo de bloqueios possivel. A intimidade seria a potenciadora do contato, afinal, quanto mais vc age de forma verdadeira com o outro, maiores são suas chances de satisfação no contato, enquanto que, se vc se força a agir de um jeito que não te agrada para ser aceito pelo outro, limitadas são suas possibilidade de satisfação (só ficará feliz se o outro mostrar q gosta de vc, ou se vc agiu da forma q considera ideal).
O afeto, tem a ver com a satisfação que vc tem em interagir com o outro, se vc gosta da companhia do outro, enquanto q a paixão se relaciona com uma atração física. Acho que o afeto, na maioria das vezes, é mais próximo de um prazer depressor, e este afeto me lembra o conceito bíblico de amor, o amor como algo tranquilo, sendo neste caso um amor mais geral, e não apenas um amor romântico. Já a atração física é mais próximo de um prazer excitatório. Relembrando então o texto onde falo o q penso sobre o desejo, acho q, entre o afeto e a atração física, o ideal é que predomine em um relacionamento o afeto, pois, enquanto a atração física é um desejo intenso, e os desejos intensos são fortes e tendenciosos ao egoísmo, o afeto é tranquilo, permite uma flexibilidade maior de formas de felicidade, satisfação. Os 2 elementos são importantes, porém, com o predominio do afeto, as coisas seriam melhores, penso. Agora me lembrei de uma musica de Cazuza: Eu quero a sorte de um amor tranquilo, com sabor de fruta mordida...
Então, pelo que eu entendo do bem pouco que vi sobre esse autor, o amor ideal para um relacionamento amoroso seria aquele em q vc estaria à vontade com a pessoa, sem receio de mostrar seus defeitos, e onde existe uma atração e afetos acima do seu normal.
Lendo um livro de psicologia social, de David Myers, a muitos anos atrás, lembro q ele menciona um autor, Sternberg, e a sua teoria triangular do amor. Ele fala que existem 3 elementos (paixão, intimidade e afeto) e que estes 3 elementos se combinam de diversar formas, formando varios tipos de amor. Por exemplo, quando há intimidade e afeto, existiria o amor de companheirismo, de amigo; quando há paixão e afeto, haveria o amor platônico; paixão e intimidade, amor romantico; e os 3 juntos, o amor ideal.
Pensando nos 3 elementos, acho q a intimidade se relaciona com o fato da pessoa ser verdadeira ou não com a outra, de se permitir entrar em contato sem bloqueios, ou com o minimo de bloqueios possivel. A intimidade seria a potenciadora do contato, afinal, quanto mais vc age de forma verdadeira com o outro, maiores são suas chances de satisfação no contato, enquanto que, se vc se força a agir de um jeito que não te agrada para ser aceito pelo outro, limitadas são suas possibilidade de satisfação (só ficará feliz se o outro mostrar q gosta de vc, ou se vc agiu da forma q considera ideal).
O afeto, tem a ver com a satisfação que vc tem em interagir com o outro, se vc gosta da companhia do outro, enquanto q a paixão se relaciona com uma atração física. Acho que o afeto, na maioria das vezes, é mais próximo de um prazer depressor, e este afeto me lembra o conceito bíblico de amor, o amor como algo tranquilo, sendo neste caso um amor mais geral, e não apenas um amor romântico. Já a atração física é mais próximo de um prazer excitatório. Relembrando então o texto onde falo o q penso sobre o desejo, acho q, entre o afeto e a atração física, o ideal é que predomine em um relacionamento o afeto, pois, enquanto a atração física é um desejo intenso, e os desejos intensos são fortes e tendenciosos ao egoísmo, o afeto é tranquilo, permite uma flexibilidade maior de formas de felicidade, satisfação. Os 2 elementos são importantes, porém, com o predominio do afeto, as coisas seriam melhores, penso. Agora me lembrei de uma musica de Cazuza: Eu quero a sorte de um amor tranquilo, com sabor de fruta mordida...
Então, pelo que eu entendo do bem pouco que vi sobre esse autor, o amor ideal para um relacionamento amoroso seria aquele em q vc estaria à vontade com a pessoa, sem receio de mostrar seus defeitos, e onde existe uma atração e afetos acima do seu normal.
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Os perigos do desejo
No budismo, ou na bíblia, tem uma afirmação semelhante: O desejo gera sofrimento. O budismo diz que o desejo gera sofrimento na medida em que me frustro por não satisfazê-lo; a Bíblia diz que o desejo gera sofrimento no outro, na medida em que passamos por cima do outro para satisfazer nossos desejos. O desejo em si, penso, não é ruim, pois é o desejo, em um sentido amplo, que nos move, pois vivemos sempre em busca de algo, a busca é o que nos motiva. Uma busca por alimento, uma busca por amizade, por conhecimento, desenvolvimento fisico e mental, busca por namoro, em fim, a motivação para viver é a busca. O problema não é o desejo, mas a intensidade do desejo, pois, quanto maior a carga afetiva vinculada ao desejo, quanto mais intenso o desejo, maior o foco na sua necessidade, e menor o foco no outro. O desejo, quanto mais intenso, maior a tedência ao egoísmo e, quanto maior o egoísmo, menos nos preocupamos com o outro, ou seja, maiores são as chances do sofrimento do outro.
O ideal seria levarmos uma vida moderada, motivados por desejos menos intensos, pois teríamos certo controle, afinal, se um desejo não pudesse ser satisfeito, facilmente poderíamos nos adaptar e buscar a satisfação de outro. Por exemplo: Vamos supor que eu vá conversar com uma menina, eu a ache atraente. Poderia a primeiro momento buscar uma interação homem-mulher, mas, se eu observar que essa não é a intenção dela, poderia facilmente me adaptar para uma interação amigo-amiga, e assim, obter satisfação, felicidade dessa interação; porém, se meu desejo por ela for muito intenso, não me importarei de ser inconveniente, e forçarei um contato homem-mulher, o que a deixará irritada, chateada, enfim, será um contato desagradável. Quanto mais intenso o desejo, maior o controle que ele exerce sobre mim.
Utilizando um modelo que acho interessante de Jung, penso bastante válido pensar nos afetos da seguinte forma:
prazer excitatório--- prazer depressor----equilíbrio----desprazer depressor------desprazer excitatório
Sendo que os pólos são os pontos de maior desejo e carga afetiva (prazer excitatório-desprazer excitatório), quanto mais próximo do ponto de equilíbrio, menor a influência dos afetos, e quanto mais próximo dos pólos, maior a influência dos afetos. Portanto, quanto mais próximo dos pólos, maior a tendência ao egoísmo, e quanto mais próximo do centro, maior a facilidade de prestar atenção a si e ao outro.
Pazer excitatório quer dizer sensações agradáveis e um estado de euforia. Por exemplo, dançar uma musica agitada;
Prazer depressor quer dizer sensações agradáveis e tranquilidade. Por exemplo, deitado numa rede, olhando o mar e ouvindo o barulho das ondas (gosto de ouvir e sentir o cheiro do mar :P);
Equilíbrio quer dizer ponto onde não há nenhum afeto;
Desprazer depressor quer dizer sensação desagradável e acomodação. Por exemplo, tristeza;
Desprazer excitatório quer dizer sensação desagradável e agitação. Por exemplo, dor de barriga;
O ideal seria levarmos uma vida moderada, motivados por desejos menos intensos, pois teríamos certo controle, afinal, se um desejo não pudesse ser satisfeito, facilmente poderíamos nos adaptar e buscar a satisfação de outro. Por exemplo: Vamos supor que eu vá conversar com uma menina, eu a ache atraente. Poderia a primeiro momento buscar uma interação homem-mulher, mas, se eu observar que essa não é a intenção dela, poderia facilmente me adaptar para uma interação amigo-amiga, e assim, obter satisfação, felicidade dessa interação; porém, se meu desejo por ela for muito intenso, não me importarei de ser inconveniente, e forçarei um contato homem-mulher, o que a deixará irritada, chateada, enfim, será um contato desagradável. Quanto mais intenso o desejo, maior o controle que ele exerce sobre mim.
Utilizando um modelo que acho interessante de Jung, penso bastante válido pensar nos afetos da seguinte forma:
prazer excitatório--- prazer depressor----equilíbrio----desprazer depressor------desprazer excitatório
Sendo que os pólos são os pontos de maior desejo e carga afetiva (prazer excitatório-desprazer excitatório), quanto mais próximo do ponto de equilíbrio, menor a influência dos afetos, e quanto mais próximo dos pólos, maior a influência dos afetos. Portanto, quanto mais próximo dos pólos, maior a tendência ao egoísmo, e quanto mais próximo do centro, maior a facilidade de prestar atenção a si e ao outro.
Pazer excitatório quer dizer sensações agradáveis e um estado de euforia. Por exemplo, dançar uma musica agitada;
Prazer depressor quer dizer sensações agradáveis e tranquilidade. Por exemplo, deitado numa rede, olhando o mar e ouvindo o barulho das ondas (gosto de ouvir e sentir o cheiro do mar :P);
Equilíbrio quer dizer ponto onde não há nenhum afeto;
Desprazer depressor quer dizer sensação desagradável e acomodação. Por exemplo, tristeza;
Desprazer excitatório quer dizer sensação desagradável e agitação. Por exemplo, dor de barriga;
Transtornos de personalidade
Tem certas descobertas q fazemos durante a facul, durantes as aulas, e existem descobertas q a gente faz por conta própria. Em relação a psicologia, conheci algumas teorias bem interessantes só depois da facul, lendo por conta própria. 2 autores que conheci mais nesse processo foram Bandura e Karen Horney e, em relação a entender as classificações existentes no CID 10 e no DSM- IV dos transtornos de personalidade, Horney e sua teoria foram muito úteis para mim. Pelo que eu li (ainda quero me aprofundar mais na teoria dela), ela afirma que existe uma ansiedade inicial, e que esta ansiedade (possível ameaça) faz com que as pessoas busquem lidar com ela, basicamente por meio da evitação, submissão, ou controle (poder). Seria um desdobramento da concepção de luta-fuga (fugir da situação ou reagir a ela), frente a situações de ameaça, de perigo. Assim, o transtorno de personalidade seria um pensamento rígido de ser ameaçado em certas situações, e com uma reação rígida frente a elas. E, baseado nessas reações de evitação, submissão ou poder, dá para fazer uma relação com os transtornos classificados nos manuais, e até uma relação temporal do contato.
Por exemplo: Perceber as situações como constantes fontes de ameaça (transtorno paranoide);
Em uma situação de possível perigo futuro, as pessoas podem evitar entrar em contato com a situação. Aqui, poderíamos pensar, por exemplo, no transtorno de personalidade esquizóide, no transtorno depressivo (quando relacionado com ansiedade) ou no transtorno dependente; Acho q o transtorno depressivo é um bloqueio de interações maior que o esquizóide, pois o esquizóide bloqueia de certa forma o contato com pessoas, mas se permite contato com outros objetos, enquanto o depresivo bloqueia praticamente todas as formas de contato;
podem, se inevitável entrar em contato, planejar para que a situação não gere a determinada ameaça. Aqui, a gente pode pensar no transtorno obssessivo-compulsivo;
uma vez em contato, pode se submeter a situação, por medo. Aqui, poderíamos pensar no transtorno de personalidade esquiva; pode, na mesma situação, buscar ter poder sobre a ameaça, mostrando-se mais forte (aqui, pode-se pensar no transtorno narcísico); ou pode buscar compartilhar o poder, se aliar a fonte de ameaça (transtorno histriônico).
Enfim, esse é um esboço da utilização da teoria de Horney pra entender as classificações dos transtornos de personalidade. Ainda quero ler mais sobre ela, e pensar nessa relação, pq acho q tem certas falhas nessa associação. Lembrei tb qndo conversava com um amigo que é tenente da policia, trabalha com operações especiais, e falou de um curso de psicologia para negociador, e comecei a pensar como eu buscaria identificar o perfil de um sequestrador, por exemplo, para poder negociar com ele. Esse modelo de Horney, tb achei bem util para esta situação. Por exemplo, se ele, em situação de ameaça, reage com medo/submissão, acho q o melhor seria mostrar que a ação dele trará consequências desastrosas, e que o melhor seria se render, comunicando-me de forma neutra (o medo dele nesta situação seria útil); se ele busca o controle, as ações deveriam ser mais rápidas, para não dar tempo de pensar do sequestrador (no caso de situações de grande perigo) ou, se forem situações de menor perigo, focar no aspecto mais racional, mostrando o que pode acontecer se ele se entregar ou se continuar a agir daquela forma; se ele busca poder, mostrando-se ameaçador, o melhor seria mostrar calma, que o sequestrador tem o domínio da situação, para que ele não se sinta ameaçado. Enfim, idéias ainda soltas, pensarei mais sobre isso.
Por exemplo: Perceber as situações como constantes fontes de ameaça (transtorno paranoide);
Em uma situação de possível perigo futuro, as pessoas podem evitar entrar em contato com a situação. Aqui, poderíamos pensar, por exemplo, no transtorno de personalidade esquizóide, no transtorno depressivo (quando relacionado com ansiedade) ou no transtorno dependente; Acho q o transtorno depressivo é um bloqueio de interações maior que o esquizóide, pois o esquizóide bloqueia de certa forma o contato com pessoas, mas se permite contato com outros objetos, enquanto o depresivo bloqueia praticamente todas as formas de contato;
podem, se inevitável entrar em contato, planejar para que a situação não gere a determinada ameaça. Aqui, a gente pode pensar no transtorno obssessivo-compulsivo;
uma vez em contato, pode se submeter a situação, por medo. Aqui, poderíamos pensar no transtorno de personalidade esquiva; pode, na mesma situação, buscar ter poder sobre a ameaça, mostrando-se mais forte (aqui, pode-se pensar no transtorno narcísico); ou pode buscar compartilhar o poder, se aliar a fonte de ameaça (transtorno histriônico).
Enfim, esse é um esboço da utilização da teoria de Horney pra entender as classificações dos transtornos de personalidade. Ainda quero ler mais sobre ela, e pensar nessa relação, pq acho q tem certas falhas nessa associação. Lembrei tb qndo conversava com um amigo que é tenente da policia, trabalha com operações especiais, e falou de um curso de psicologia para negociador, e comecei a pensar como eu buscaria identificar o perfil de um sequestrador, por exemplo, para poder negociar com ele. Esse modelo de Horney, tb achei bem util para esta situação. Por exemplo, se ele, em situação de ameaça, reage com medo/submissão, acho q o melhor seria mostrar que a ação dele trará consequências desastrosas, e que o melhor seria se render, comunicando-me de forma neutra (o medo dele nesta situação seria útil); se ele busca o controle, as ações deveriam ser mais rápidas, para não dar tempo de pensar do sequestrador (no caso de situações de grande perigo) ou, se forem situações de menor perigo, focar no aspecto mais racional, mostrando o que pode acontecer se ele se entregar ou se continuar a agir daquela forma; se ele busca poder, mostrando-se ameaçador, o melhor seria mostrar calma, que o sequestrador tem o domínio da situação, para que ele não se sinta ameaçado. Enfim, idéias ainda soltas, pensarei mais sobre isso.
sábado, 16 de outubro de 2010
Título 3: Modelo Cartesiano x Modelo holistico
Há uma tendência a perceber esses modelos como necessariamente contraditórios e excludentes, ou seja, um deles como o correto e o outro, errado. Não vejo por esse lado. Pensando que uma ação é influenciada por multiplas forças simultâneas (modelo holistico), dá para compreender também o modelo cartesiano. Se existem múltiplas forças atuando, o modelo cartesiano afirma que uma dessas forças teria maior prevalência sobre a demais, ou seja, uma destas forças prevaleceria, determinando o resultado (causa-efeito), enquanto o modelo holistico afirmaria que mais de uma força tem sua importância no resultado. Acho que a escolha de qual ponto de vista adotar viria mais da necessidade de intervenção do que da preferência de alguém em gostar mais de uma ou de outra. Por exemplo, penso que em situações de necessidade de tomar decisões rápidas, a tendência é adotar o modelo cartesiano, enquanto que quando a necessidade for de ações mais eficientes e eficazes, que exigem maior planejamento, o modelo holistico, de compreender as múltiplas forças e suas interações, seria a tendência. Por exemplo, se eu tiver uma parada cardíaca, a ação de um médico tem q ser rápida, sendo, portanto, mais lógico ele agir de forma localizada, reanimando meu coração, do que buscar compreender como está o corpo por inteiro, em sua complexidade, para depois intervir. Agora, se o foco é a busca da melhoria de segurança na sociedade a longo prazo, é mais lógico fazer um mapeamento da maior quantidade de fatores possíveis de influência da violência, para depois conduzir uma ação. Este mesmo objetivo, a curtíssimo prazo, como por exemplo uma revolta armada dos bandidos no centro da cidade, exigiria uma ação rápida da polícia para contê-la.
Então, adoção do modelo cartesiano ou do modelo holístico dependeria da circunstância. Não tem como se negar que o modelo causa-efeito funciona em algumas situações, assim como o modelo holistico. Não é questão de gostar de uma ou de outra, e sim, entender se funciona na prática ou não.
Então, adoção do modelo cartesiano ou do modelo holístico dependeria da circunstância. Não tem como se negar que o modelo causa-efeito funciona em algumas situações, assim como o modelo holistico. Não é questão de gostar de uma ou de outra, e sim, entender se funciona na prática ou não.
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