Sempre que converso sobre relacionamentos com uns amigos meus, lembro-me de um conceito de um autor q li a muitos anos atrás. Nunca li nada depois sobre esse tema, acho q porque a concepção do autor me satisfez, e sempre uso o modelo dele para pensar sobre isso. Ontem, conversando sobre namoros com um pessoal, mais uma vez esse autor me veio a mente, e como tem tempo que não posto nada, vou aproveitar p compartilhar o que penso sobre.
Lendo um livro de psicologia social, de David Myers, a muitos anos atrás, lembro q ele menciona um autor, Sternberg, e a sua teoria triangular do amor. Ele fala que existem 3 elementos (paixão, intimidade e afeto) e que estes 3 elementos se combinam de diversar formas, formando varios tipos de amor. Por exemplo, quando há intimidade e afeto, existiria o amor de companheirismo, de amigo; quando há paixão e afeto, haveria o amor platônico; paixão e intimidade, amor romantico; e os 3 juntos, o amor ideal.
Pensando nos 3 elementos, acho q a intimidade se relaciona com o fato da pessoa ser verdadeira ou não com a outra, de se permitir entrar em contato sem bloqueios, ou com o minimo de bloqueios possivel. A intimidade seria a potenciadora do contato, afinal, quanto mais vc age de forma verdadeira com o outro, maiores são suas chances de satisfação no contato, enquanto que, se vc se força a agir de um jeito que não te agrada para ser aceito pelo outro, limitadas são suas possibilidade de satisfação (só ficará feliz se o outro mostrar q gosta de vc, ou se vc agiu da forma q considera ideal).
O afeto, tem a ver com a satisfação que vc tem em interagir com o outro, se vc gosta da companhia do outro, enquanto q a paixão se relaciona com uma atração física. Acho que o afeto, na maioria das vezes, é mais próximo de um prazer depressor, e este afeto me lembra o conceito bíblico de amor, o amor como algo tranquilo, sendo neste caso um amor mais geral, e não apenas um amor romântico. Já a atração física é mais próximo de um prazer excitatório. Relembrando então o texto onde falo o q penso sobre o desejo, acho q, entre o afeto e a atração física, o ideal é que predomine em um relacionamento o afeto, pois, enquanto a atração física é um desejo intenso, e os desejos intensos são fortes e tendenciosos ao egoísmo, o afeto é tranquilo, permite uma flexibilidade maior de formas de felicidade, satisfação. Os 2 elementos são importantes, porém, com o predominio do afeto, as coisas seriam melhores, penso. Agora me lembrei de uma musica de Cazuza: Eu quero a sorte de um amor tranquilo, com sabor de fruta mordida...
Então, pelo que eu entendo do bem pouco que vi sobre esse autor, o amor ideal para um relacionamento amoroso seria aquele em q vc estaria à vontade com a pessoa, sem receio de mostrar seus defeitos, e onde existe uma atração e afetos acima do seu normal.
domingo, 12 de dezembro de 2010
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Os perigos do desejo
No budismo, ou na bíblia, tem uma afirmação semelhante: O desejo gera sofrimento. O budismo diz que o desejo gera sofrimento na medida em que me frustro por não satisfazê-lo; a Bíblia diz que o desejo gera sofrimento no outro, na medida em que passamos por cima do outro para satisfazer nossos desejos. O desejo em si, penso, não é ruim, pois é o desejo, em um sentido amplo, que nos move, pois vivemos sempre em busca de algo, a busca é o que nos motiva. Uma busca por alimento, uma busca por amizade, por conhecimento, desenvolvimento fisico e mental, busca por namoro, em fim, a motivação para viver é a busca. O problema não é o desejo, mas a intensidade do desejo, pois, quanto maior a carga afetiva vinculada ao desejo, quanto mais intenso o desejo, maior o foco na sua necessidade, e menor o foco no outro. O desejo, quanto mais intenso, maior a tedência ao egoísmo e, quanto maior o egoísmo, menos nos preocupamos com o outro, ou seja, maiores são as chances do sofrimento do outro.
O ideal seria levarmos uma vida moderada, motivados por desejos menos intensos, pois teríamos certo controle, afinal, se um desejo não pudesse ser satisfeito, facilmente poderíamos nos adaptar e buscar a satisfação de outro. Por exemplo: Vamos supor que eu vá conversar com uma menina, eu a ache atraente. Poderia a primeiro momento buscar uma interação homem-mulher, mas, se eu observar que essa não é a intenção dela, poderia facilmente me adaptar para uma interação amigo-amiga, e assim, obter satisfação, felicidade dessa interação; porém, se meu desejo por ela for muito intenso, não me importarei de ser inconveniente, e forçarei um contato homem-mulher, o que a deixará irritada, chateada, enfim, será um contato desagradável. Quanto mais intenso o desejo, maior o controle que ele exerce sobre mim.
Utilizando um modelo que acho interessante de Jung, penso bastante válido pensar nos afetos da seguinte forma:
prazer excitatório--- prazer depressor----equilíbrio----desprazer depressor------desprazer excitatório
Sendo que os pólos são os pontos de maior desejo e carga afetiva (prazer excitatório-desprazer excitatório), quanto mais próximo do ponto de equilíbrio, menor a influência dos afetos, e quanto mais próximo dos pólos, maior a influência dos afetos. Portanto, quanto mais próximo dos pólos, maior a tendência ao egoísmo, e quanto mais próximo do centro, maior a facilidade de prestar atenção a si e ao outro.
Pazer excitatório quer dizer sensações agradáveis e um estado de euforia. Por exemplo, dançar uma musica agitada;
Prazer depressor quer dizer sensações agradáveis e tranquilidade. Por exemplo, deitado numa rede, olhando o mar e ouvindo o barulho das ondas (gosto de ouvir e sentir o cheiro do mar :P);
Equilíbrio quer dizer ponto onde não há nenhum afeto;
Desprazer depressor quer dizer sensação desagradável e acomodação. Por exemplo, tristeza;
Desprazer excitatório quer dizer sensação desagradável e agitação. Por exemplo, dor de barriga;
O ideal seria levarmos uma vida moderada, motivados por desejos menos intensos, pois teríamos certo controle, afinal, se um desejo não pudesse ser satisfeito, facilmente poderíamos nos adaptar e buscar a satisfação de outro. Por exemplo: Vamos supor que eu vá conversar com uma menina, eu a ache atraente. Poderia a primeiro momento buscar uma interação homem-mulher, mas, se eu observar que essa não é a intenção dela, poderia facilmente me adaptar para uma interação amigo-amiga, e assim, obter satisfação, felicidade dessa interação; porém, se meu desejo por ela for muito intenso, não me importarei de ser inconveniente, e forçarei um contato homem-mulher, o que a deixará irritada, chateada, enfim, será um contato desagradável. Quanto mais intenso o desejo, maior o controle que ele exerce sobre mim.
Utilizando um modelo que acho interessante de Jung, penso bastante válido pensar nos afetos da seguinte forma:
prazer excitatório--- prazer depressor----equilíbrio----desprazer depressor------desprazer excitatório
Sendo que os pólos são os pontos de maior desejo e carga afetiva (prazer excitatório-desprazer excitatório), quanto mais próximo do ponto de equilíbrio, menor a influência dos afetos, e quanto mais próximo dos pólos, maior a influência dos afetos. Portanto, quanto mais próximo dos pólos, maior a tendência ao egoísmo, e quanto mais próximo do centro, maior a facilidade de prestar atenção a si e ao outro.
Pazer excitatório quer dizer sensações agradáveis e um estado de euforia. Por exemplo, dançar uma musica agitada;
Prazer depressor quer dizer sensações agradáveis e tranquilidade. Por exemplo, deitado numa rede, olhando o mar e ouvindo o barulho das ondas (gosto de ouvir e sentir o cheiro do mar :P);
Equilíbrio quer dizer ponto onde não há nenhum afeto;
Desprazer depressor quer dizer sensação desagradável e acomodação. Por exemplo, tristeza;
Desprazer excitatório quer dizer sensação desagradável e agitação. Por exemplo, dor de barriga;
Transtornos de personalidade
Tem certas descobertas q fazemos durante a facul, durantes as aulas, e existem descobertas q a gente faz por conta própria. Em relação a psicologia, conheci algumas teorias bem interessantes só depois da facul, lendo por conta própria. 2 autores que conheci mais nesse processo foram Bandura e Karen Horney e, em relação a entender as classificações existentes no CID 10 e no DSM- IV dos transtornos de personalidade, Horney e sua teoria foram muito úteis para mim. Pelo que eu li (ainda quero me aprofundar mais na teoria dela), ela afirma que existe uma ansiedade inicial, e que esta ansiedade (possível ameaça) faz com que as pessoas busquem lidar com ela, basicamente por meio da evitação, submissão, ou controle (poder). Seria um desdobramento da concepção de luta-fuga (fugir da situação ou reagir a ela), frente a situações de ameaça, de perigo. Assim, o transtorno de personalidade seria um pensamento rígido de ser ameaçado em certas situações, e com uma reação rígida frente a elas. E, baseado nessas reações de evitação, submissão ou poder, dá para fazer uma relação com os transtornos classificados nos manuais, e até uma relação temporal do contato.
Por exemplo: Perceber as situações como constantes fontes de ameaça (transtorno paranoide);
Em uma situação de possível perigo futuro, as pessoas podem evitar entrar em contato com a situação. Aqui, poderíamos pensar, por exemplo, no transtorno de personalidade esquizóide, no transtorno depressivo (quando relacionado com ansiedade) ou no transtorno dependente; Acho q o transtorno depressivo é um bloqueio de interações maior que o esquizóide, pois o esquizóide bloqueia de certa forma o contato com pessoas, mas se permite contato com outros objetos, enquanto o depresivo bloqueia praticamente todas as formas de contato;
podem, se inevitável entrar em contato, planejar para que a situação não gere a determinada ameaça. Aqui, a gente pode pensar no transtorno obssessivo-compulsivo;
uma vez em contato, pode se submeter a situação, por medo. Aqui, poderíamos pensar no transtorno de personalidade esquiva; pode, na mesma situação, buscar ter poder sobre a ameaça, mostrando-se mais forte (aqui, pode-se pensar no transtorno narcísico); ou pode buscar compartilhar o poder, se aliar a fonte de ameaça (transtorno histriônico).
Enfim, esse é um esboço da utilização da teoria de Horney pra entender as classificações dos transtornos de personalidade. Ainda quero ler mais sobre ela, e pensar nessa relação, pq acho q tem certas falhas nessa associação. Lembrei tb qndo conversava com um amigo que é tenente da policia, trabalha com operações especiais, e falou de um curso de psicologia para negociador, e comecei a pensar como eu buscaria identificar o perfil de um sequestrador, por exemplo, para poder negociar com ele. Esse modelo de Horney, tb achei bem util para esta situação. Por exemplo, se ele, em situação de ameaça, reage com medo/submissão, acho q o melhor seria mostrar que a ação dele trará consequências desastrosas, e que o melhor seria se render, comunicando-me de forma neutra (o medo dele nesta situação seria útil); se ele busca o controle, as ações deveriam ser mais rápidas, para não dar tempo de pensar do sequestrador (no caso de situações de grande perigo) ou, se forem situações de menor perigo, focar no aspecto mais racional, mostrando o que pode acontecer se ele se entregar ou se continuar a agir daquela forma; se ele busca poder, mostrando-se ameaçador, o melhor seria mostrar calma, que o sequestrador tem o domínio da situação, para que ele não se sinta ameaçado. Enfim, idéias ainda soltas, pensarei mais sobre isso.
Por exemplo: Perceber as situações como constantes fontes de ameaça (transtorno paranoide);
Em uma situação de possível perigo futuro, as pessoas podem evitar entrar em contato com a situação. Aqui, poderíamos pensar, por exemplo, no transtorno de personalidade esquizóide, no transtorno depressivo (quando relacionado com ansiedade) ou no transtorno dependente; Acho q o transtorno depressivo é um bloqueio de interações maior que o esquizóide, pois o esquizóide bloqueia de certa forma o contato com pessoas, mas se permite contato com outros objetos, enquanto o depresivo bloqueia praticamente todas as formas de contato;
podem, se inevitável entrar em contato, planejar para que a situação não gere a determinada ameaça. Aqui, a gente pode pensar no transtorno obssessivo-compulsivo;
uma vez em contato, pode se submeter a situação, por medo. Aqui, poderíamos pensar no transtorno de personalidade esquiva; pode, na mesma situação, buscar ter poder sobre a ameaça, mostrando-se mais forte (aqui, pode-se pensar no transtorno narcísico); ou pode buscar compartilhar o poder, se aliar a fonte de ameaça (transtorno histriônico).
Enfim, esse é um esboço da utilização da teoria de Horney pra entender as classificações dos transtornos de personalidade. Ainda quero ler mais sobre ela, e pensar nessa relação, pq acho q tem certas falhas nessa associação. Lembrei tb qndo conversava com um amigo que é tenente da policia, trabalha com operações especiais, e falou de um curso de psicologia para negociador, e comecei a pensar como eu buscaria identificar o perfil de um sequestrador, por exemplo, para poder negociar com ele. Esse modelo de Horney, tb achei bem util para esta situação. Por exemplo, se ele, em situação de ameaça, reage com medo/submissão, acho q o melhor seria mostrar que a ação dele trará consequências desastrosas, e que o melhor seria se render, comunicando-me de forma neutra (o medo dele nesta situação seria útil); se ele busca o controle, as ações deveriam ser mais rápidas, para não dar tempo de pensar do sequestrador (no caso de situações de grande perigo) ou, se forem situações de menor perigo, focar no aspecto mais racional, mostrando o que pode acontecer se ele se entregar ou se continuar a agir daquela forma; se ele busca poder, mostrando-se ameaçador, o melhor seria mostrar calma, que o sequestrador tem o domínio da situação, para que ele não se sinta ameaçado. Enfim, idéias ainda soltas, pensarei mais sobre isso.
sábado, 16 de outubro de 2010
Título 3: Modelo Cartesiano x Modelo holistico
Há uma tendência a perceber esses modelos como necessariamente contraditórios e excludentes, ou seja, um deles como o correto e o outro, errado. Não vejo por esse lado. Pensando que uma ação é influenciada por multiplas forças simultâneas (modelo holistico), dá para compreender também o modelo cartesiano. Se existem múltiplas forças atuando, o modelo cartesiano afirma que uma dessas forças teria maior prevalência sobre a demais, ou seja, uma destas forças prevaleceria, determinando o resultado (causa-efeito), enquanto o modelo holistico afirmaria que mais de uma força tem sua importância no resultado. Acho que a escolha de qual ponto de vista adotar viria mais da necessidade de intervenção do que da preferência de alguém em gostar mais de uma ou de outra. Por exemplo, penso que em situações de necessidade de tomar decisões rápidas, a tendência é adotar o modelo cartesiano, enquanto que quando a necessidade for de ações mais eficientes e eficazes, que exigem maior planejamento, o modelo holistico, de compreender as múltiplas forças e suas interações, seria a tendência. Por exemplo, se eu tiver uma parada cardíaca, a ação de um médico tem q ser rápida, sendo, portanto, mais lógico ele agir de forma localizada, reanimando meu coração, do que buscar compreender como está o corpo por inteiro, em sua complexidade, para depois intervir. Agora, se o foco é a busca da melhoria de segurança na sociedade a longo prazo, é mais lógico fazer um mapeamento da maior quantidade de fatores possíveis de influência da violência, para depois conduzir uma ação. Este mesmo objetivo, a curtíssimo prazo, como por exemplo uma revolta armada dos bandidos no centro da cidade, exigiria uma ação rápida da polícia para contê-la.
Então, adoção do modelo cartesiano ou do modelo holístico dependeria da circunstância. Não tem como se negar que o modelo causa-efeito funciona em algumas situações, assim como o modelo holistico. Não é questão de gostar de uma ou de outra, e sim, entender se funciona na prática ou não.
Então, adoção do modelo cartesiano ou do modelo holístico dependeria da circunstância. Não tem como se negar que o modelo causa-efeito funciona em algumas situações, assim como o modelo holistico. Não é questão de gostar de uma ou de outra, e sim, entender se funciona na prática ou não.
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Titulo 2 - Cultura
Outro pensamento que escrevi em minha agenda, foi acerca da cultura. Pensando sobre ela, focando sobre os elementos que a constituem, ou seja, como é formada e modificada a cultura (foco no 2º dos 3 modos postados antes), lembrei de 2 autores sobre os quais li por cima, que falam de 4 instituições enquanto elementos de uma cultura, no geral: instituição familiar, linguistica, do trabalho e religiosa. Estas instituições, quando interagem, podem combinar-se, na medida em que forem semelhantes, ou podem modificar- se umas as outras ou gerarem pontos de conflito, no que forem diferentes. Pensando sobre essas relações das instituições, também achei útil pensá-las primeiro pelas 3 dimensões citadas antes, principalmente no modo (como, processo) em que elas se manifestam influenciando o comportamento humano, e o objetivo delas, para depois fazer um cruzamento, ou seja, comparação entre objetivos (um ponto para se verificar combinação ou divergência), e uma comparação entre formas de buscar esse objetivo (outro ponto para se verificar combinação ou divergência). Por exemplo, se a instituição do trabalho buscar como objetivo o lucro a todo custo, e o objetivo da instituição religiosa for preservar os valores morais, esses objetivos, no que se relacionarem, podem gerar algum tipo de modificação neles mesmos ou, se não, gerar ponto de conflito. Mesma coisa o processo, a forma de fazer, pois, se a instituição familiar prezar, por exemplo, que as decisões sejam tomadas de uma forma paternalista, e a instituição do trabalho prezar para que as ações sejam decididas de uma forma democrática, coletiva, podem surgir pontos de conflito ou de modificação dessas formas.
Depois, vi qndo estudava para concurso, sobre psicologia organizacional, que dá para entender melhor a característica do processo, do como se manifestam as instituições, de 3 formas: Se o processo é orientado para uma ação individual ou coletiva; se o processo é realizado de forma fixa ou variável; se a tomada de decisões ocorre de forma centralizada ou descentralizada. Por exemplo, em uma instituição familiar, se as ações familiares são realizadas mais em conjunto (sair juntos, fazer as tarefas juntos) ou se são ações mais individuais; se as interações entre pais e filhos, irmão, marido e mulher, são interações (papéis) flexíveis ou rígidas; se quem toma as decisões é uma pessoa sozinha e os outros obedecem, ou se todos participam nas decisões. Vc pode pensar as demais instituições, as suas formas de manifestação, por esse modelo. Por exemplo, a língua portuguesa (instituição da linguagem) tem uma forma definida, as decisões oficialmente são tomadas pela academia brasileira de letras(a reforma ortográfica, por exemplo), e a interação e sua utilização geralmente ocorre entre mais de uma pessoa, na comunicação.
Pensando nas relações entre as instituições, elas então se cruzam nos 2 pontos citados, de objetivos e processos, e este cruzamento, com os resultados originados, estabelecem os padrões de interação de uma sociedade em sua totalidade, ou seja, a cultura daquela sociedade. Portanto, a cultura brasileira em si seria moldada pela relação no mínimo dessas 4 instituições, e, na medida em que a nossa cultura se relaciona com a cultura de outros povos (formadas pela relação de suas 4 instituições), acaba influenciando e sendo influenciada por elas.
Depois, vi qndo estudava para concurso, sobre psicologia organizacional, que dá para entender melhor a característica do processo, do como se manifestam as instituições, de 3 formas: Se o processo é orientado para uma ação individual ou coletiva; se o processo é realizado de forma fixa ou variável; se a tomada de decisões ocorre de forma centralizada ou descentralizada. Por exemplo, em uma instituição familiar, se as ações familiares são realizadas mais em conjunto (sair juntos, fazer as tarefas juntos) ou se são ações mais individuais; se as interações entre pais e filhos, irmão, marido e mulher, são interações (papéis) flexíveis ou rígidas; se quem toma as decisões é uma pessoa sozinha e os outros obedecem, ou se todos participam nas decisões. Vc pode pensar as demais instituições, as suas formas de manifestação, por esse modelo. Por exemplo, a língua portuguesa (instituição da linguagem) tem uma forma definida, as decisões oficialmente são tomadas pela academia brasileira de letras(a reforma ortográfica, por exemplo), e a interação e sua utilização geralmente ocorre entre mais de uma pessoa, na comunicação.
Pensando nas relações entre as instituições, elas então se cruzam nos 2 pontos citados, de objetivos e processos, e este cruzamento, com os resultados originados, estabelecem os padrões de interação de uma sociedade em sua totalidade, ou seja, a cultura daquela sociedade. Portanto, a cultura brasileira em si seria moldada pela relação no mínimo dessas 4 instituições, e, na medida em que a nossa cultura se relaciona com a cultura de outros povos (formadas pela relação de suas 4 instituições), acaba influenciando e sendo influenciada por elas.
Reflexões...
Tem um bom tempo que não posto nada, sinceramente, por preguiça e até desmotivação, não gosto muito de escrever de forma mais extensa textos. Mas tem uma coisa que gosto de fazer, que é pensar muito acerca de qualquer coisa que me interessa, qualquer tema, desde a área de psicologia, direito, economia, neurologia, artes marciais, entre outros temas. Ontem mesmo, durante a aula que faço de aikido, meu sensei perguntou se eu continuava pensando em casa sobre movimentos do aikido, e eu respondi que sim, sempre estou pensando em alguma coisa, é algo que me traz satisfação. Estes pensamentos são escritos em uma agenda que ganhei, na verdade me deram para que eu fosse mais organizado com relação a meus horarios e tudo mais, e eu acabei dando uma finalidade diferente a ela, porque nunca fui muito de escrever meus compromissos em uma agenda mesmo...
Então, para que essas idéias não fiquem retidas em mim mesmo, já que não tenho oportunidade de compartilhá-las de outra forma, resolvi começar a escrever o q tem na minha agenda aqui. Serão idéias soltas, talvez quem as leia não entenda o que quero dizer, minha preocupação não vai ser explicar muito as coisas, isso pode acontecer de acordo com minha motivação na hora em que digitar aqui, se me empolgar para isso ou não. Enfim, espero q essas idéias soltas possam de alguma forma serem úteis para alguém. E, claro, com maior satisfação, estou aberto a debates cordiais...
Titulo 1- As 3 dimensões de compreensão acerca de algo.
No momento, estou lendo sobre 2 movimentos iniciais da psicologia: estruturalismo e funcionalismo. Para entender a fundo a proposta destes 2 movimentos, acabei relacionando esses 2 movimentos à pergunta acima. Então, como definir algo? O que é um livro, ou um carro, ou um comportamento ciumento, por exemplo?
Lembrei-me então de quando li sobre historia da filosofia, e Aristóteles. Ele, se não me engano, dizia que existem 3 respostas a esta pergunta: Vc pode responder dizendo da origem da criação do objeto (foco no passado), ou de que é feito o objeto (foco no presente), ou qual a finalidade do objeto (foco no futuro). Vc pode dizer, por exemplo, que o carro é um objeto criado em uma industria automobilistica, ou que é composto de carbono (nem sei na verdade de q é feito um carro...) com 4 rodas, banco..., ou que é um objeto usado para locomoção. E aí, comecei a pensar no comportamento humano...
Como essa idéia pode ser usada para explicar um comportamento? Quando vc foca no ambiente, e nas influências do ambiente acerca de um comportamento, vc foca a 1 definição, ou seja, o que gera o comportamento (o porquê). As teorias comportamentalistas de causa-efeito, a teoria vetorial de Lewin, ou o foco da psicanalise de Freud sobre a infância, por exemplo, focam nessa 1 resposta.
A 2 resposta, seria entender os elementos envolvidos e como eles se relacionam (o como). Seria entender, por exemplo, que as ações são compostas de pensamento, sentimento e comportamento, que a percepção de algo se relaciona com um sentimento, e esse sentimento se manifesta em um comportamento. Ou, por exemplo, as manifestações do inconsciente no comportamento.
A 3 resposta se relaciona com o objetivo do comportamento, a motivação para agir ( para que). Seria entender, por exemplo, qual a intenção da pessoa em fazer aquilo, qual a necessidade ou desejo que ela quer satisfazer, se é buscar um prazer ou evitar um desprazer. Por exemplo, se vc sente sede, a sua ação de buscar água serve para aliviar a sede.
Então, seja em qualquer área de conhecimento, vou me policiar para me lembrar disso, pois, pensar algo nessas 3 dimensões é uma forma mais rica e completa de se compreender algo. No aikido, pensando agora enquanto digito, vou buscar essas 3 idéias para fazer o movimento. O porquê de fazer uma técnica acho q se relaciona com o ataque do oponente, a ação dele determina de certo modo a sua ação; o como, a técnica em si; o para que, o objetivo de desequilibrar e quebrar a estrutura... Para compreender a música, como seria? E o direito?
Então, para que essas idéias não fiquem retidas em mim mesmo, já que não tenho oportunidade de compartilhá-las de outra forma, resolvi começar a escrever o q tem na minha agenda aqui. Serão idéias soltas, talvez quem as leia não entenda o que quero dizer, minha preocupação não vai ser explicar muito as coisas, isso pode acontecer de acordo com minha motivação na hora em que digitar aqui, se me empolgar para isso ou não. Enfim, espero q essas idéias soltas possam de alguma forma serem úteis para alguém. E, claro, com maior satisfação, estou aberto a debates cordiais...
Titulo 1- As 3 dimensões de compreensão acerca de algo.
No momento, estou lendo sobre 2 movimentos iniciais da psicologia: estruturalismo e funcionalismo. Para entender a fundo a proposta destes 2 movimentos, acabei relacionando esses 2 movimentos à pergunta acima. Então, como definir algo? O que é um livro, ou um carro, ou um comportamento ciumento, por exemplo?
Lembrei-me então de quando li sobre historia da filosofia, e Aristóteles. Ele, se não me engano, dizia que existem 3 respostas a esta pergunta: Vc pode responder dizendo da origem da criação do objeto (foco no passado), ou de que é feito o objeto (foco no presente), ou qual a finalidade do objeto (foco no futuro). Vc pode dizer, por exemplo, que o carro é um objeto criado em uma industria automobilistica, ou que é composto de carbono (nem sei na verdade de q é feito um carro...) com 4 rodas, banco..., ou que é um objeto usado para locomoção. E aí, comecei a pensar no comportamento humano...
Como essa idéia pode ser usada para explicar um comportamento? Quando vc foca no ambiente, e nas influências do ambiente acerca de um comportamento, vc foca a 1 definição, ou seja, o que gera o comportamento (o porquê). As teorias comportamentalistas de causa-efeito, a teoria vetorial de Lewin, ou o foco da psicanalise de Freud sobre a infância, por exemplo, focam nessa 1 resposta.
A 2 resposta, seria entender os elementos envolvidos e como eles se relacionam (o como). Seria entender, por exemplo, que as ações são compostas de pensamento, sentimento e comportamento, que a percepção de algo se relaciona com um sentimento, e esse sentimento se manifesta em um comportamento. Ou, por exemplo, as manifestações do inconsciente no comportamento.
A 3 resposta se relaciona com o objetivo do comportamento, a motivação para agir ( para que). Seria entender, por exemplo, qual a intenção da pessoa em fazer aquilo, qual a necessidade ou desejo que ela quer satisfazer, se é buscar um prazer ou evitar um desprazer. Por exemplo, se vc sente sede, a sua ação de buscar água serve para aliviar a sede.
Então, seja em qualquer área de conhecimento, vou me policiar para me lembrar disso, pois, pensar algo nessas 3 dimensões é uma forma mais rica e completa de se compreender algo. No aikido, pensando agora enquanto digito, vou buscar essas 3 idéias para fazer o movimento. O porquê de fazer uma técnica acho q se relaciona com o ataque do oponente, a ação dele determina de certo modo a sua ação; o como, a técnica em si; o para que, o objetivo de desequilibrar e quebrar a estrutura... Para compreender a música, como seria? E o direito?
sábado, 27 de fevereiro de 2010
Momento nostalgia 2
Mais uma música, essa foi a primeira que fiz, quanto tinha uns 14 anos, é a minha xodó:
Livro de capa obscura conta a história de Romeu
Todas essas falsas ilusões tornam o rosto a melhor e mais completa máscara
Esconde o verdadeiro ator;
Livro que seria de amor, na verdade é sobre tragédia e dor
o nosso mundo de aparências força a verdade a ser escondida, dissimulada
traz palavras capazes de machucar a nossa alma;
Vivemos uma peça sem qualquer roteiro
e temos o poder de mudar todo o enredo, a qualquer momento, em qualquer lugar;
Você parou, vc olhou, mas não quis continuar
e o final não foi do jeito que eu pedi para acabar
Lembranças de um filme em preto em branco, que não existe mais
desprezado pelo nascimento de uma nova era;
Tempo onde os Deuses morrem a toda hora
tempo onde o sorriso é apenas alguns músculos contraídos;
E o tempo, e todos aceleram os seus passos,
eu já estou cansado, sentado em uma pedra por aí,
e esta peça já está quase no fim,
e eu já não sei como irá acabar;
Momento certo para revelarmos todos os nossos disfarces,
e isso, é a face de um mais novo personagem...
Livro de capa obscura conta a história de Romeu
Todas essas falsas ilusões tornam o rosto a melhor e mais completa máscara
Esconde o verdadeiro ator;
Livro que seria de amor, na verdade é sobre tragédia e dor
o nosso mundo de aparências força a verdade a ser escondida, dissimulada
traz palavras capazes de machucar a nossa alma;
Vivemos uma peça sem qualquer roteiro
e temos o poder de mudar todo o enredo, a qualquer momento, em qualquer lugar;
Você parou, vc olhou, mas não quis continuar
e o final não foi do jeito que eu pedi para acabar
Lembranças de um filme em preto em branco, que não existe mais
desprezado pelo nascimento de uma nova era;
Tempo onde os Deuses morrem a toda hora
tempo onde o sorriso é apenas alguns músculos contraídos;
E o tempo, e todos aceleram os seus passos,
eu já estou cansado, sentado em uma pedra por aí,
e esta peça já está quase no fim,
e eu já não sei como irá acabar;
Momento certo para revelarmos todos os nossos disfarces,
e isso, é a face de um mais novo personagem...
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