Mais uma música, essa foi a primeira que fiz, quanto tinha uns 14 anos, é a minha xodó:
Livro de capa obscura conta a história de Romeu
Todas essas falsas ilusões tornam o rosto a melhor e mais completa máscara
Esconde o verdadeiro ator;
Livro que seria de amor, na verdade é sobre tragédia e dor
o nosso mundo de aparências força a verdade a ser escondida, dissimulada
traz palavras capazes de machucar a nossa alma;
Vivemos uma peça sem qualquer roteiro
e temos o poder de mudar todo o enredo, a qualquer momento, em qualquer lugar;
Você parou, vc olhou, mas não quis continuar
e o final não foi do jeito que eu pedi para acabar
Lembranças de um filme em preto em branco, que não existe mais
desprezado pelo nascimento de uma nova era;
Tempo onde os Deuses morrem a toda hora
tempo onde o sorriso é apenas alguns músculos contraídos;
E o tempo, e todos aceleram os seus passos,
eu já estou cansado, sentado em uma pedra por aí,
e esta peça já está quase no fim,
e eu já não sei como irá acabar;
Momento certo para revelarmos todos os nossos disfarces,
e isso, é a face de um mais novo personagem...
sábado, 27 de fevereiro de 2010
Momento nostalgia
Estava procurando um caderno que usei na faculdade, para poder revisar um assunto de psicopatologia. Quando o encontrei, foleando o caderno, encontrei umas músicas que escrevi na época em que eu tocava em banda (parece que foi a uma eternidade atrás), músicas que não levei para tocarmos, e eu até nem lembrava mais a letra. Então, relendo, resolvi colocar aqui, uma forma de dá-las um valor que nunca tiveram, por estarem escondidas dentro de uma gaveta... até penso em dar essas músicas para alguém, vou pensar nisso, afinal, música é pra ser ouvida, e não morrer escondida... enfim, aí vai uma delas:
No meio da estrada, durante o percurso de minha jornada,
existe uma necessidade de poder, de dominar, prever, organizar, registrar
De determinar o curso do mar, e não deixar por ele se levar
afinal, para onde o mar me levaria, eu não sei, isso é a minha maior fobia.
Durante a viagem, vontade de encontrar a felicidade e a guardar
dentro de uma caixa, junto com as coisas mais belas que encontrei na minha vida
mas sempre que a abro eu percebo, está preenchida com rosas murchas, pássaros de asas atrofiadas,
o que guardei não é o que eu vejo no momento.
O se deixar guiar parece total passividade e descompromisso
exige na verdade muita força, prazer no desconhecido
O voar contra o vento pode fazer cansar e pousar,
uma vez no chão não se enxerga tão longe como no ar
No meio da estrada, durante o percurso de minha jornada,
existe uma necessidade de poder, de dominar, prever, organizar, registrar
De determinar o curso do mar, e não deixar por ele se levar
afinal, para onde o mar me levaria, eu não sei, isso é a minha maior fobia.
Durante a viagem, vontade de encontrar a felicidade e a guardar
dentro de uma caixa, junto com as coisas mais belas que encontrei na minha vida
mas sempre que a abro eu percebo, está preenchida com rosas murchas, pássaros de asas atrofiadas,
o que guardei não é o que eu vejo no momento.
O se deixar guiar parece total passividade e descompromisso
exige na verdade muita força, prazer no desconhecido
O voar contra o vento pode fazer cansar e pousar,
uma vez no chão não se enxerga tão longe como no ar
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Psicologia é uma ciência
O que eu vou falar neste tópico representa mais um movimento de catarse, de descarga afetiva que me incomoda. Antes de digitar este texto, recordo-me do que disse no 1 texto, sobre rotulações, mas mesmo assim falarei sobre isso: A psicologia é uma ciência, e deve ser levada a sério. Entendo que, em alguns momentos, para facilitar a comunicação, as pessoas, referindo-me a estudantes de psicologia e psicólogos, possam utilizar de frases poéticas, metafóricas, etc, para facilitar a comunicação, pois o importante na comunicação é que minhas concepções sejam compreendidas por quem vai receber a mensagem de forma clara, e, em alguns momentos, possa ser difícil explicar algo. Mas o que me incomoda, e muito, é quando falam da psicologia de forma poética de forma exagerada, ou porque soa bonito, agradável aos ouvidos, ou quando falam de psicologia por senso comum. Senhoras e senhores da área de psic, o que separa nós, q passamos 5 anos em uma faculdade, de pessoas leigas, quando se fala de comportamento humano? O que nós temos de conhecimento que elas não têm? Lógico que aqui faço uma generalização, muitas pessoas entendem de comportamento humano por experiência de vida, ou por serem auto-didatas, sem querer rebaixar ninguém, da mesma forma que entendo um pouco de física sem nunca ter feito uma faculdade, mas concordam que há uma diferença de qualidade de conhecimento entre eu, que aprendi física no cotidiano, de alguém que estudou física por muitos anos? Qual a diferença?
O que eu vejo, e me chocou quando participei de um curso, onde só havia eu de estudante, ou seja, haviam uns 20 profisionais de áreas de saúde, sendo que a maioria eram psicólogos, é o quanto as pessoas buscam falar de psicologia com base em senso comum. Tipo, uma pessoa pode falar: as pessoas que estão em coma tem sua subjetividade, ou então, dizer: o correto é que as pessoas não traiam, por exemplo. Com base em que vc poderia afirmar isso? Não contesto as afirmações que fazem, mas qual a base disso...
Psicologia lida com seres humanos, e entendo ser muito fácil sermos influenciados por nossos achismos do dia a dia pra explicar algo, dizendo ser (sendo q não é) com base na psicologia. Psicologia é ciência, e, como vi em um texto que não me recordo o nome do autor (quem quiser, peça qdepois vejo, ou pesquise sobre), ciência é uma junção de 2 fatores: Comprovação empirica e construção lógica. A ciência se baseia em uma reflexão lógica e verificação daquilo de fato. Então, pessoas que lêem agora esse texto e são da área, imploro a vcs, qndo falarem sobre comportamento humano, na medida em que falam como profissionais da área, pensem qual a base que sustenta o q diz, e não diga só pq sua mãe, sua vizinha, ou o cara do bar falou que era assim, leve a sério a psicologia, pq só nos levarão a sério qndo levarmos nossa profissão a sério. Tentem distinguir o que é senso comum falando em vcs, do q é a ciência psicológica falando em vcs.
O que eu vejo, e me chocou quando participei de um curso, onde só havia eu de estudante, ou seja, haviam uns 20 profisionais de áreas de saúde, sendo que a maioria eram psicólogos, é o quanto as pessoas buscam falar de psicologia com base em senso comum. Tipo, uma pessoa pode falar: as pessoas que estão em coma tem sua subjetividade, ou então, dizer: o correto é que as pessoas não traiam, por exemplo. Com base em que vc poderia afirmar isso? Não contesto as afirmações que fazem, mas qual a base disso...
Psicologia lida com seres humanos, e entendo ser muito fácil sermos influenciados por nossos achismos do dia a dia pra explicar algo, dizendo ser (sendo q não é) com base na psicologia. Psicologia é ciência, e, como vi em um texto que não me recordo o nome do autor (quem quiser, peça qdepois vejo, ou pesquise sobre), ciência é uma junção de 2 fatores: Comprovação empirica e construção lógica. A ciência se baseia em uma reflexão lógica e verificação daquilo de fato. Então, pessoas que lêem agora esse texto e são da área, imploro a vcs, qndo falarem sobre comportamento humano, na medida em que falam como profissionais da área, pensem qual a base que sustenta o q diz, e não diga só pq sua mãe, sua vizinha, ou o cara do bar falou que era assim, leve a sério a psicologia, pq só nos levarão a sério qndo levarmos nossa profissão a sério. Tentem distinguir o que é senso comum falando em vcs, do q é a ciência psicológica falando em vcs.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Retomando a idéia de futuro
Em alguns momentos, paro para pensar nas coisas que já vivenciei, no que já aconteceu comigo. Como mencionei antes, quando olho para o passado, parece que nunca ocorreu, como um filme que passou e só existe na minha mais remota lembrança... Penso principalmente em minha vida quando era adolescente: Muitas espinhas no rosto, acompanhadas de baixa auto-estima, era muito magro (embora ainda seja magro, mas não como era antes, hoje estou muito satisfeito como sou), e extremamente tímido... Quando penso nas transformações pelas quais passei, nas coisas boas que aconteceram comigo, faz com que pense no que estará por vir, coisas ótimas que acontecerão que nem imagino e que, a qualquer segundo, podem acontecer. Uma característica minha que eu gosto é o fato de não me ligar muito nas coisas ruins que aconteceram, elas aparecem, incomodam-me, e, quando passam, não me levam junto, podem até levar uma parte minha, arrancar um pedaço meu, mas prossigo sem muitas dificuldades. Meio contraditório isso, o que mais me afeta é o medo do futuro, da possível situação conflitiva, mas, quando ela acontece, consigo tolerar muito bem... Ainda farei terapia, prometo, um dia, quem sabe...
Penso, por exemplo, na primeira e boa ficada que eu tive, ou a primeira vez que dirigi um carro, e diversas outras primeiras vezes que aconteceram em um dia que, até aquele instante, não passavam de um dia comum, um presente semelhante ao passado como se fossem irmãos gêmeos bivitelinos. E, no momento em que a novidade acontece, traz grandes surpresas...
No dia 31 de dezembro do ano passado, ocorreu o sorteio da megasena, se não me engano, e este sorteio levou aproximadamente 1 minuto. Lembro de ter pensado sobre aquele minuto, durante o sorteio, um minuto que mudaria para sempre a vida de alguém. Alguém, depois de alguns segundos, teria sua vida totalmente transformada, e não fazia conta disso. Quanto tempo separa este momento em que vc lê esse texto da próxima surpresa que terá? Pode ser uma surpresa agradável ou desagradável, é verdade, mas tem algo que serve de consolo, ou talvez não, um dia todo mundo morre, um dia nós morreremos, é um fato, e, de um jeito ou de outro, as mudanças negativas que ocorrem na vida de alguém, de certeza, vão acabar...
Penso agora, no momento em que escrevo isto, quantas pessoas devem estar casando agora, começando o primeiro emprego, tomando o primeiro porre, assistindo ao primeiro filme, fazendo sexo? Quantas pessoas neste momento estão com uma dor extrema, próximas da morte, ou com depressão, ou sendo espancadas, humilhadas por alguém, implorando por clemência?
Veio a minha cabeça uma frase que conheci através do grupo humorístico "Melhores do Mundo", o quadro que fala sobre joserph climbe, o momento em que o locutor fala: "Mas a vida, a vida é uma caixinha de surpresas..." é esperar que a próxima caixa traga um grande brinde, e não um doce estragado...
Penso, por exemplo, na primeira e boa ficada que eu tive, ou a primeira vez que dirigi um carro, e diversas outras primeiras vezes que aconteceram em um dia que, até aquele instante, não passavam de um dia comum, um presente semelhante ao passado como se fossem irmãos gêmeos bivitelinos. E, no momento em que a novidade acontece, traz grandes surpresas...
No dia 31 de dezembro do ano passado, ocorreu o sorteio da megasena, se não me engano, e este sorteio levou aproximadamente 1 minuto. Lembro de ter pensado sobre aquele minuto, durante o sorteio, um minuto que mudaria para sempre a vida de alguém. Alguém, depois de alguns segundos, teria sua vida totalmente transformada, e não fazia conta disso. Quanto tempo separa este momento em que vc lê esse texto da próxima surpresa que terá? Pode ser uma surpresa agradável ou desagradável, é verdade, mas tem algo que serve de consolo, ou talvez não, um dia todo mundo morre, um dia nós morreremos, é um fato, e, de um jeito ou de outro, as mudanças negativas que ocorrem na vida de alguém, de certeza, vão acabar...
Penso agora, no momento em que escrevo isto, quantas pessoas devem estar casando agora, começando o primeiro emprego, tomando o primeiro porre, assistindo ao primeiro filme, fazendo sexo? Quantas pessoas neste momento estão com uma dor extrema, próximas da morte, ou com depressão, ou sendo espancadas, humilhadas por alguém, implorando por clemência?
Veio a minha cabeça uma frase que conheci através do grupo humorístico "Melhores do Mundo", o quadro que fala sobre joserph climbe, o momento em que o locutor fala: "Mas a vida, a vida é uma caixinha de surpresas..." é esperar que a próxima caixa traga um grande brinde, e não um doce estragado...
sábado, 23 de janeiro de 2010
A incerteza do futuro, ao mesmo tempo excitante e amedrontador
Estou vivendo uma época em que busco uma nova vida, acabei de me formar na faculdade, e estou estudando quase como um louco (quase, pq sei que poderia me dedicar muito mais) para passar em um concurso, e começar minha vida independente, com minha casa, meu emprego, etc... Quem me conhece e interage comigo deve estar de saco cheio de tanto que eu falo em concurso, pq é só o que vem na minha cabeça agora e, justamente por essa imaginação de como será meu 2010, percebo o quanto as páginas em branco a serem escritas na nossa vida, pelo menos assim eu vejo, podem ser tanto estimulantes, em imaginar as vitórias que poderemos ter, quanto ameaçadoras, ao imaginar as possíveis derrotas... É engraçado as contradições que ocorrem, tipo, quando era adolescente, desejava ser alguém diferente dos outros, alguém especial, no sentido de superior, de ter algo ou alguma capacidade que ninguém mais teria. Ao menos era isso o que achava, para depois descobri que, o que desejava, e o que geralmente as pessoas desejam, e especialmente os adolescentes, é se encaixar em um grupo, ser aceito socialmente por um grupo, ou seja, ser "normal", tendo como parâmetro algum grupo de referência. Não é a toa que existem os grupos de rockeiros, de emos, de pagodeiros, e esses estereótipos, principalmente na adolescência, representam a necessidade de se encaixar.
Lembro tb de referências de personagens nos quais afirmamos admirar, por exemplo, ja ouvi muitos falarem que gostariam de ser como Wolverine, aquele lobo solitário andarilho que parece ser auto-suficiente, mas, olhando melhor, parece que ninguém gostaria de estar só, e sim de ser alguém estiloso que as pessoas admirassem, então voltamos à necessidade de nos encaixar, ou não...
Em relação às incertezas do futuro, acontece também essa contradição, porque, ao mesmo tempo que no futuro estão as possibilidades de eu ter o que ainda não tenho, existem também as possibilidades de perder o que tenho. Sempre invejei aqueles que se atiram no desconhecido com a cara e coragem, que não têm medo de arriscar, porque eu gosto da segurança, do planejamento, e de arriscar sim, mas com base em toda uma reflexão e planos de alternativas de ação. Acho que por isso desenvolvi mais a minha razão, e vejo os benefícios que ela trás, mas tb vejo prejuízos, e o que falei acima é um desses prejuízos. Quando penso nisso, lembro sempre de um trecho do livro de Paulo Coelho, chamado Brida, onde a personagem, como uma forma de teste, acaba enfrentando passar uma noite em um bosque, sem nenhuma noção do que lá havia, e isso representa a coragem de enfrentar o desconhecido.
O futuro parece algo muito distante, e o passado, parece que nunca aconteceu. Vejo meu passado, e parece um filme que eu assisti, que se vc perguntar, sei falar sobre, mas que nunca vivenciei. E o futuro, bem, o futuro é o que nos motiva a viver, a vida em busca do que não se tem, ou de reconquistar o que se tem e que insiste em escapar, e a incerteza faz os afetos em relação ao futuro serem mais intenso, e torço para que a intensidade esteja ao lado da excitação, e não da hesitação.
Lembro tb de referências de personagens nos quais afirmamos admirar, por exemplo, ja ouvi muitos falarem que gostariam de ser como Wolverine, aquele lobo solitário andarilho que parece ser auto-suficiente, mas, olhando melhor, parece que ninguém gostaria de estar só, e sim de ser alguém estiloso que as pessoas admirassem, então voltamos à necessidade de nos encaixar, ou não...
Em relação às incertezas do futuro, acontece também essa contradição, porque, ao mesmo tempo que no futuro estão as possibilidades de eu ter o que ainda não tenho, existem também as possibilidades de perder o que tenho. Sempre invejei aqueles que se atiram no desconhecido com a cara e coragem, que não têm medo de arriscar, porque eu gosto da segurança, do planejamento, e de arriscar sim, mas com base em toda uma reflexão e planos de alternativas de ação. Acho que por isso desenvolvi mais a minha razão, e vejo os benefícios que ela trás, mas tb vejo prejuízos, e o que falei acima é um desses prejuízos. Quando penso nisso, lembro sempre de um trecho do livro de Paulo Coelho, chamado Brida, onde a personagem, como uma forma de teste, acaba enfrentando passar uma noite em um bosque, sem nenhuma noção do que lá havia, e isso representa a coragem de enfrentar o desconhecido.
O futuro parece algo muito distante, e o passado, parece que nunca aconteceu. Vejo meu passado, e parece um filme que eu assisti, que se vc perguntar, sei falar sobre, mas que nunca vivenciei. E o futuro, bem, o futuro é o que nos motiva a viver, a vida em busca do que não se tem, ou de reconquistar o que se tem e que insiste em escapar, e a incerteza faz os afetos em relação ao futuro serem mais intenso, e torço para que a intensidade esteja ao lado da excitação, e não da hesitação.
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Doenças, como me incomoda inventarem doenças...
Realmente, acho que tou sem ter o que fazer, pois me empolguei e vou escrever mais um comentário aqui, e dessa vez é sobre como as pessoas gostam de dizer que tudo o que se faz, quando não é aceito socialmente, significa uma "doença", e que "deve ser tratato". Atualmente, com os vários casos de pedofilia que passam no jornal, este tema passou a ser bastante debatido, e eu participei de uma conversa sobre o tema. E facilmente, dá para ouvir pessoas falando sobre ser o pedófilo um doente, que tem transtorno mental, e que deve ser tratado. E não ouvi isso em relação só a pedofilia, mas já ouvi, por exemplo, em relação a homossexualidade. E aí tem uma coisa que sempre falo, pq esse conceito genérico de doença me incomoda e muito, e vou dizer o porquê, daqui a pouco.
Primeiro, pensei por quase 1 semana inteira sobre o que seria doença, e, depois de conseguir criar uma definição que me satisfez por completo, em outro momento vi 2 autores que diziam a mesma coisa que eu pensei, e aí comecei a rir, em pensar que poderia ter chegado a aquela resposta de uma forma muito mais fácil, ao mesmo tempo que fiquei contente por ter pensado naquele conceito por conta própria.
Bom, doença, ao meu ver, é algum sofrimento incapacitante, sofrimento que atinge a uma proporção que dificulta a pessoa ter algum tipo de satisfação, prazer, sensação agradável. Por exemplo, uma dor de cabeça fraca não seria tão incapacitante quanto uma enxaqueca braba, então, dizer que estou doente pq tenho uma dorzinha besta de cabeça não faz muito sentido... E aí vem a questão: A meu ver, pedofilia só é doença se quem faz o ato faz com sofrimento, como um ato compulsivo; se faz o ato por safadeza, porque gosta mesmo disso não é doente, e sim um tremendo vagabundo sacana e sem noção, que está cometendo um crime hediondo, e merece pagar criminalmente por isso, mas não é doença. As pessoas usam do termo doença, em vários momentos, para na verdade dizer outra coisa, dizer: Vc age de uma forma que é uma ameaça social e, por isso, nós temos que mudar vc, porque, afinal de contas, ou nós mudamos isso de vc que nos incomoda, ou isolamos vc da sociedade, e não podemos isolar vc hj em dia... Quando alguém faz algo que incomoda a sociedade, a sociedade, ou isola, ou, se não pode isolar, modifica a pessoa para que não incomode mais, e isso faz sentido, não quero dizer q a sociedade é sempre malzinha, vilã, e etc, mas a questão é em que momentos isso acontece. No Brasil, como não se aceita pena de morte ou banimento do país, o jeito é éducar, ou melhor, sócio-educar. Portanto, acho importante darmos os nomes aos bois, para termos noção do que está em jogo. Se eu digo: o pedófilo é doente e precisa ser tratado, eu digo, com isso, que o que justifica tratar o cara é ele mesmo, e não que seria uma demanda social, enquanto que, se eu digo, ele tem uma conduta que nos ameaça e por isso precisamos sócio-educá-lo, diz que o que está em jogo são as ações dele incomodarem a sociedade, então a justificativa está no incômodo social, e o fato de isso nos incomodar.
Aí vc pergunta: sim, vc muda os nomes, mas pra mim quer dizer a mesma coisa, pra quê fazer essa distinção?
Aí eu digo: Em relação ao pedófilo, dá tudo no mesmo: No final das contas, o tratamento é muito importante sim, embora diga que não é pq ele é doente, e sim pq incomoda a sociedade, afinal de contas, quem vai querer deixar um cara que pega crianças solto, sem um mínimo de garantias que ele não vai pegar um filho seu?
Mas, porém, contudo, todavia, entretanto, existem outros casos em que essa distinção é importante, e, por exemplo, temos a homossexualidade, e a representação da mulher, entre outros exemplos. Dizer que a homossexualidade é doença e, por isso, deve ser tratada, é dizer que o que justifica eu obrigar algum gay a fazer tratamento é pq está nele, ele é doente, e com isso mascaro o que realmente seria, a necessidade de tratamento pq as ações dele incomodam a sociedade. Ou seja, não é algo inerente a ele, e sim uma relação aí, que precisaria ser revista. Quem precisaria mudar seria ele, ou a sociedade, em buscar rever seus valores, e não se incomodar, ou ver que seu incômodo não justifica empurrar sua verdade e ideais goela abaixo? Mesma coisa foi o movimento feminista, busca por uma mudança em uma época em que as mulheres eram extremamente subjugadas, e alguma mulher falar em orgasmo, por exemplo, era considerado doença, e que deveria ser tratado... afinal, o que estava em jogo, não era o fato da sociedade conservadora estar incomodada? pelo fato dela estar incomodada, as mulheres que buscavam sua liberdade deveriam ser tratadas, pq eram "doentes"?
Por fim, quero deixar claro certas coisas, afinal, temas polêmicos geram sentimentos acalorados, e, se eu não deixar algumas coisas claro, ficarei extremamente incomodado:
1- Condeno fervorosamente a pedofilia, pois meu lema de vida é: Não busque magoar ninguém, nem causar sofrimento aos outros. Se caso o que vc quer fazer não vai fazer sofrer ninguém (inclusive aos animais, pq sentem dor como a gente), então pode ser feito;
2- O que condeno é se utilizar do termo "doença" para se justificar um controle social. Se o grupo social quer controlar e subjulgar seus valores, que não seja ao menos hipócrita de mascarar isso, dê o nome certo aos bois: Vamos fazer pq nos incomoda, pq nos ameaça.
Primeiro, pensei por quase 1 semana inteira sobre o que seria doença, e, depois de conseguir criar uma definição que me satisfez por completo, em outro momento vi 2 autores que diziam a mesma coisa que eu pensei, e aí comecei a rir, em pensar que poderia ter chegado a aquela resposta de uma forma muito mais fácil, ao mesmo tempo que fiquei contente por ter pensado naquele conceito por conta própria.
Bom, doença, ao meu ver, é algum sofrimento incapacitante, sofrimento que atinge a uma proporção que dificulta a pessoa ter algum tipo de satisfação, prazer, sensação agradável. Por exemplo, uma dor de cabeça fraca não seria tão incapacitante quanto uma enxaqueca braba, então, dizer que estou doente pq tenho uma dorzinha besta de cabeça não faz muito sentido... E aí vem a questão: A meu ver, pedofilia só é doença se quem faz o ato faz com sofrimento, como um ato compulsivo; se faz o ato por safadeza, porque gosta mesmo disso não é doente, e sim um tremendo vagabundo sacana e sem noção, que está cometendo um crime hediondo, e merece pagar criminalmente por isso, mas não é doença. As pessoas usam do termo doença, em vários momentos, para na verdade dizer outra coisa, dizer: Vc age de uma forma que é uma ameaça social e, por isso, nós temos que mudar vc, porque, afinal de contas, ou nós mudamos isso de vc que nos incomoda, ou isolamos vc da sociedade, e não podemos isolar vc hj em dia... Quando alguém faz algo que incomoda a sociedade, a sociedade, ou isola, ou, se não pode isolar, modifica a pessoa para que não incomode mais, e isso faz sentido, não quero dizer q a sociedade é sempre malzinha, vilã, e etc, mas a questão é em que momentos isso acontece. No Brasil, como não se aceita pena de morte ou banimento do país, o jeito é éducar, ou melhor, sócio-educar. Portanto, acho importante darmos os nomes aos bois, para termos noção do que está em jogo. Se eu digo: o pedófilo é doente e precisa ser tratado, eu digo, com isso, que o que justifica tratar o cara é ele mesmo, e não que seria uma demanda social, enquanto que, se eu digo, ele tem uma conduta que nos ameaça e por isso precisamos sócio-educá-lo, diz que o que está em jogo são as ações dele incomodarem a sociedade, então a justificativa está no incômodo social, e o fato de isso nos incomodar.
Aí vc pergunta: sim, vc muda os nomes, mas pra mim quer dizer a mesma coisa, pra quê fazer essa distinção?
Aí eu digo: Em relação ao pedófilo, dá tudo no mesmo: No final das contas, o tratamento é muito importante sim, embora diga que não é pq ele é doente, e sim pq incomoda a sociedade, afinal de contas, quem vai querer deixar um cara que pega crianças solto, sem um mínimo de garantias que ele não vai pegar um filho seu?
Mas, porém, contudo, todavia, entretanto, existem outros casos em que essa distinção é importante, e, por exemplo, temos a homossexualidade, e a representação da mulher, entre outros exemplos. Dizer que a homossexualidade é doença e, por isso, deve ser tratada, é dizer que o que justifica eu obrigar algum gay a fazer tratamento é pq está nele, ele é doente, e com isso mascaro o que realmente seria, a necessidade de tratamento pq as ações dele incomodam a sociedade. Ou seja, não é algo inerente a ele, e sim uma relação aí, que precisaria ser revista. Quem precisaria mudar seria ele, ou a sociedade, em buscar rever seus valores, e não se incomodar, ou ver que seu incômodo não justifica empurrar sua verdade e ideais goela abaixo? Mesma coisa foi o movimento feminista, busca por uma mudança em uma época em que as mulheres eram extremamente subjugadas, e alguma mulher falar em orgasmo, por exemplo, era considerado doença, e que deveria ser tratado... afinal, o que estava em jogo, não era o fato da sociedade conservadora estar incomodada? pelo fato dela estar incomodada, as mulheres que buscavam sua liberdade deveriam ser tratadas, pq eram "doentes"?
Por fim, quero deixar claro certas coisas, afinal, temas polêmicos geram sentimentos acalorados, e, se eu não deixar algumas coisas claro, ficarei extremamente incomodado:
1- Condeno fervorosamente a pedofilia, pois meu lema de vida é: Não busque magoar ninguém, nem causar sofrimento aos outros. Se caso o que vc quer fazer não vai fazer sofrer ninguém (inclusive aos animais, pq sentem dor como a gente), então pode ser feito;
2- O que condeno é se utilizar do termo "doença" para se justificar um controle social. Se o grupo social quer controlar e subjulgar seus valores, que não seja ao menos hipócrita de mascarar isso, dê o nome certo aos bois: Vamos fazer pq nos incomoda, pq nos ameaça.
Rotulações
Já ouvi discursos inflamados sobre o quanto as rotulações são ruins, assim como ouvi histórias sobre um tanto de coisas durante todos os dias e, em geral, essas histórias passam batido, sendo alvo de atenção somente quando a gente se identifica com elas, quando vivenciamos algo nessas histórias, de alguma forma. Quando dizemos: Sou médico, budista, ou qualquer outra filiação que seja, percebo agora que está carregada de certo fardo: Ser membro de algo quer dizer que vc representa aquilo, e isso faz com que os outros membros se sintam no direito de querer controlar vc. Racionalmente até que faz sentido, afinal de contas, se vc veste a camisa de algo que faz parte, ver outra pessoa que também compartilha aquela identidade com vc fazer lambansa (agora percebi que não sei como se escreve lambansa...) é irritante. Falo isso porque, no meu caso, amo a psicologia, e ver algum psicologo em um programa de televisão falando bobagem me revolta e muito, não dá pra evitar... Mas ao mesmo tempo sei que a questão das pessoas acharem que podem controlar vc só porque compartilham de uma mesma identidade, é um saco, e também me revolta. Alguém achar que devo fazer ou deixar de fazer algo por causa que temos um "nome" em comum associado é ser ridículo. O que eu penso é: Vc tem o direito de me cobrar algo se o que eu faço traz, diretamente, algum sofrimento pra vc ou para outra pessoa e, se esse não for o caso, não me cobre, pq eu NÃo DEVO fazer ou deixar de fazer nada.
Afinal, o que existe antes de eu ser pediatra, ou músico, ou ser qualquer outra coisa, é o fato de eu ser eu, e eu sou uma junção de muitas coisas, e muitos interesses. Quando era mais jovem (a pouco tempo atrás, pq ainda sou jovem) eu via pessoas falando com certa pompa sobre lerem alguns filosofos como Nietzsche e companhia e, com o perdão da palavra, achava tudo aquilo uma mariquagem, citar nomes de caras e dizer que leu só por modismo, pq hoje em dia até ser politicamente correto, socialista, e com discurso revolucionário e contestador, é algo pop (comprovei isso quando vi, no pânico na tv, na época que Bush veio ao Brasil, as justificativas que estudantes deram por estar fazendo uma manifestação contra ele, e uma das justificativas, só pra ver o nipe das respostas, era que "Bush é ruim pq ele comeu a mulher de Lula"...). Hoje em dia, ainda não li diretamente Nietzsche, mas li por outros autores, e foi na época que a questão das rotulações me incomodaram. E foi aí que me libertei mais, afinal, percebi que é ingenuidade acreditar que temos a verdade sobre algo, pq não há garantias sobre algo ser totalmente verdadeiro. O que a gente faz é buscar aquilo que mais nos satisfaz, e tentar empurrar goela abaixo as nossas verdades, é também ridículo. Enfim, acho que saí um pouco do tema, mas acho que nem tanto, como tudo aconteceu em uma mesma época, devem estar mais próximos do que imagino...
Só pra constar, quem for ler o que eu boto aqui, saibam de cara que sou um cara extremamente racional, e isso é a minha maior virtude e meu maior defeito. E resolvi fazer esse blog pq imagino que muitas pessoas se identificam com o que outras escrevem, e, neste momento, acabei de ver o blog de uma pessoa, e me identifiquei com certas coisas que ela pensou em uns textos, e possa ser que alguém neste Brasil imenso se identifique com o que penso, ou que seja útil de alguma forma, enfim... Ou foi a falta do que fazer, sei lá
Afinal, o que existe antes de eu ser pediatra, ou músico, ou ser qualquer outra coisa, é o fato de eu ser eu, e eu sou uma junção de muitas coisas, e muitos interesses. Quando era mais jovem (a pouco tempo atrás, pq ainda sou jovem) eu via pessoas falando com certa pompa sobre lerem alguns filosofos como Nietzsche e companhia e, com o perdão da palavra, achava tudo aquilo uma mariquagem, citar nomes de caras e dizer que leu só por modismo, pq hoje em dia até ser politicamente correto, socialista, e com discurso revolucionário e contestador, é algo pop (comprovei isso quando vi, no pânico na tv, na época que Bush veio ao Brasil, as justificativas que estudantes deram por estar fazendo uma manifestação contra ele, e uma das justificativas, só pra ver o nipe das respostas, era que "Bush é ruim pq ele comeu a mulher de Lula"...). Hoje em dia, ainda não li diretamente Nietzsche, mas li por outros autores, e foi na época que a questão das rotulações me incomodaram. E foi aí que me libertei mais, afinal, percebi que é ingenuidade acreditar que temos a verdade sobre algo, pq não há garantias sobre algo ser totalmente verdadeiro. O que a gente faz é buscar aquilo que mais nos satisfaz, e tentar empurrar goela abaixo as nossas verdades, é também ridículo. Enfim, acho que saí um pouco do tema, mas acho que nem tanto, como tudo aconteceu em uma mesma época, devem estar mais próximos do que imagino...
Só pra constar, quem for ler o que eu boto aqui, saibam de cara que sou um cara extremamente racional, e isso é a minha maior virtude e meu maior defeito. E resolvi fazer esse blog pq imagino que muitas pessoas se identificam com o que outras escrevem, e, neste momento, acabei de ver o blog de uma pessoa, e me identifiquei com certas coisas que ela pensou em uns textos, e possa ser que alguém neste Brasil imenso se identifique com o que penso, ou que seja útil de alguma forma, enfim... Ou foi a falta do que fazer, sei lá
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